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Queda no idoso *


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Muitos são os motivos causadores da queda na terceira idade: doenças cardíacas que diminuem a pressão arterial, isquemia cerebral (irrigação deficiente no cérebro) e o próprio envelhecimento natural que ocasiona, muitas vezes, perda de visão, osteoporose, problemas de desequilíbrio e vertigens em função de alterações no labirinto, efeitos de remédios e muitos outros.
Os idosos que caem, provavelmente o fazem por mais de uma razão e, com freqüência, é possível tratar estas causas evitando assim as quedas. O declínio da acuidade visual é uma das causas mais constantes das quedas dos idosos, pois com o envelhecimento, o tamanho e a resposta das pupilas diminuem. Ao entrar em um recinto escuro ou ao sair à noite, o individuo idoso tem o risco de queda aumentado. Sendo assim, indivíduos mais velhos precisam de iluminação adequada para andar com segurança. Além disso, a percepção de profundidade é alterada e gera quedas, principalmente ao subir e descer escadas.
A queda no idoso gera conseqüências ruins para o mesmo, principalmente emocionais como por exemplo, um estado de depressão, pois muitas vezes para o idoso, a queda pode significar fracasso e decadência, humilhação, culpa, e sentimento de vulnerabilidade. Acentuam-se, também, a sensação de limitação e a perda da independência, derivando um declínio funcional nas atividades do dia a dia.
Pesquisas recentes, afirmam que entre 5% a 10% dos idosos sofrem lesões severas que resultam, invariavelmente em piora da qualidade de vida, medo permanente de cair, restrições motoras e redução de suas atividades. E 34% das quedas resultam em alguma fratura e os idosos, quando internados, geralmente ficam o dobro do tempo dos pacientes hospitalizados por outras causas, gerando custos elevados aos serviços de saúde.
Existem diversos fatores de risco que predispõem o idoso à queda, alguns são modificáveis e outros não modificáveis. Os primeiros englobam os riscos ambientais, limitações visuais, fraqueza muscular e insônia, entre outros, e que podem, de alguma forma, ser corrigidos e evitados. Já os riscos não modificáveis correspondem à própria condição de idade avançada, ser do sexo feminino, apresentar déficit cognitivo e distúrbios de marcha ou equilíbrio e perda dos reflexos.
Mas de 60% dos acidentes com quedas ocorrem dentro de casa e um quarto deles são decorrentes das armadilhas domésticas. Por isso, as medidas de prevenção devem começar dentro de casa. Varias providencias devem ser tomadas pelos idosos e familiares para evitar as quedas, que podem passar pela mudança de fatores pessoais ou de estilo de vida: ficar fisicamente ativo é uma delas, como por exemplo, a prática de musculação, principalmente dos membros inferiores, pois com o passar do tempo, as pessoas vão perdendo fibras musculares, sendo necessário reforçá-las com exercícios físicos.
Segue algumas medidas a serem adotadas em casa para evitas quedas:
• Evitar o uso de tapetes pequenos onde é o possível escorregar;
• Instalar corrimões nas beiras de escadas;
• Colocar interruptores de luz em locais de fácil acesso para manter o ambiente;
• Deixar uma luz acesa iluminando o trajeto entre o quarto e o banheiro à noite;
• Evitar manter no chão, objetos como chinelos, caixas ou brinquedos;
• Instalar barras para se segurar no banheiro e no Box;
• Usar calçados seguros;
• Checar sempre a visão e a prescrição de óculos;
• Praticar exercícios físicos regularmente.

* Keila Emanuelle de Souza Novaes, Enfermeira Assistêncial do Serviço de Assistência Domiciliar do Plano de Saúde São Lucas.

 



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